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Entenda a ligação de Kim Jong-un e Lazarus Group

O grupo passou de uma ferramenta de sabotagem para a maior máquina de roubo digital do mundo

Redação InvesteBTC
Publicado em 01/11/2026 às 19:49
Entenda a ligação de Kim Jong-un e Lazarus Group
Entenda a ligação de Kim Jong-un e Lazarus Group· Foto: investebtc.com.br

No começo, o objetivo não era financeiro. Em 2009, com a "Operação Troy", eles focaram em espionagem militar e em derrubar sites dos governos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

A ligação histórica entre a Coreia do Norte e o Lazarus Group é direta: o grupo funciona como um exército cibernético operado pela agência de inteligência militar do governo norte-coreano. O nome "Lazarus" foi dado por empresas de cibersegurança para conseguir rastrear essas operações, que deixam rastros na internet desde 2007. Para tu entender como eles chegaram no nível de roubar bilhões de dólares, a evolução deles é dividida em três fases principais.

O Início Focado em Política e Sabotagem No começo, o objetivo não era financeiro. Em 2009, com a "Operação Troy", eles focaram em espionagem militar e em derrubar sites dos governos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. O ataque que realmente colocou eles no mapa mundial foi a invasão da Sony Pictures em 2014. O governo norte-coreano queria se vingar do lançamento de um filme de comédia que fazia piada com o líder Kim Jong-un. Os hackers destruíram os servidores da empresa, vazaram filmes inéditos e e-mails confidenciais, provando que o país passaria a usar a internet como uma arma de ataque.

Sem dinheiro entrando, o governo mudou as ordens do Lazarus. O grupo deixou de ser apenas uma ferramenta de protesto político e virou uma verdadeira quadrilha digital.

A Mudança para o Roubo Financeiro Quando a Coreia do Norte começou a sofrer sanções pesadas de outros países e da ONU por causa dos seus testes com bombas nucleares, o país ficou totalmente isolado e sem conseguir fazer comércio internacional. Sem dinheiro entrando, o governo mudou as ordens do Lazarus. O grupo deixou de ser apenas uma ferramenta de protesto político e virou uma verdadeira quadrilha digital. A nova missão era roubar grandes quantias para contornar as punições globais e conseguir bancar os caros programas de mísseis do Estado.

O Foco em Criptomoedas e Golpes Complexos O primeiro grande alvo para fazer dinheiro foram os bancos tradicionais. Em 2016, eles tentaram roubar quase 1 bilhão de dólares do Banco de Bangladesh invadindo o sistema bancário internacional, e só não levaram tudo por causa de um simples erro de digitação no momento da transferência. Logo depois, eles perceberam que as corretoras de criptomoedas eram alvos muito mais lucrativos e com menos burocracia para movimentar os fundos. Hoje, subgrupos como o TraderTraitor focam apenas no mercado cripto. Eles usam engenharia social para te enganar, criando perfis falsos muito convincentes e falsas vagas de emprego com salários altos para conseguir infectar o computador dos funcionários dessas corretoras.

O grupo passou de uma ferramenta de sabotagem para a maior máquina de roubo digital do mundo. A tecnologia não faz nada sozinha: o perigo real são as pessoas treinadas que utilizam essas táticas enganosas para esvaziar cofres digitais e gerar renda para a Coreia do Norte.

Erick Monteiro

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